No último dia 10 de junho aconteceu o Mobile Day. Anunciado como “o dia dos experts em mobile de amanhã”, o evento criou bastante buzz. Fomos lá conferir e o que rolou foi a exibição simultânea em várias cidades do país de um documentário produzido pelo Google. No filme de uma hora aproximadamente, especialistas da empresa narram suas experiências e ressaltam a importância do smartphone nos dias atuais.

Apesar de superficial, o filme traz dados e impressões importantes. Como prometemos, contamos aqui o resumo da ópera.

Mobile ultrapassa desktop, mas investimentos não acompanham

Em 2015, o acesso à internet via dispositivos mobile ultrapassou aqueles via desktop. E como já mostramos aqui, o Google mudou recentemente seu algorítimo e passou a privilegiar, no resultado de suas buscas, sites que sejam mobile friendly.

A maneira como buscamos as coisas, decidimos e fazemos compras está se transformando, por conta destes dispositivos. No entanto, o mercado ainda tem dificuldades para entender essa reviravolta. Isso fica evidente quando percebemos que o investimento em mobile marketing no Brasil representa apenas 5% do bolo.

Os números no Brasil:
• 6 em cada 10 espectadores usam o mobile ao mesmo tempo que assistem TV. Desses, 7 em 10 prestam mais atenção no mobile;
• 86% dos usuários fazem pesquisa de compras no mobile;
• Apenas 28% do tempo gasto em smartphones é com redes sociais e entretenimento;
• A classe C cresceu 204% em menos de uma década e movimenta R$ 495 bilhões por ano;
• 2 bilhões de views do YouTube são feitos a partir do celular diariamente. Isso equivale à metade dos views do site de vídeos;
• 82% dos usuários consultam seus smartphones enquanto estão em uma loja decidindo o que comprar. Desses, um em cada dez acaba mudando sua decisão de compra.

Estes números mostram que, para serem bem sucedidas, marcas precisam entender as demandas dos consumidores durante todo o tempo em que estão utilizando o smartphone.

por-que-mobile_articles_01

Imagem: Google/Divulgação


Site mobile ou App?

Sites mobile e Apps têm diferentes potenciais e perfis e, por isso, é preciso entender qual deles é a melhor solução para cada marca. Para isso, é preciso rever o perfil de cada empresa e de seu público.

Site mobile: é o primeiro ponto de contato entre marca e seus novos consumidores e, por isso, deve ter informações e funcionalidades que os consumidores procuram. Também é importante que este site seja otimizado para mobile, fazendo com que proporcione uma boa experiência para os usuários.

App: por ter um público menor, os Apps devem ser focados para o público mais fiel à marca. Eles podem ter funcionalidades que aproveitam todo potencial dos smartphones e, por isso, podem complementar a experiência dos consumidores.

Assim, o ideal a fazer é criar um site otimizado para mobile, de modo a garantir uma boa experiência ao usuário e melhores resultados no ranking de busca. Depois disso feito, o sugerido é montar um App para que os clientes mais frequentes tenham uma experiência mais rica.

site-ou-app_articles_01

Imagem: Google/Divulgação


User Experience

Antigamente, o usuário se conectava em um site por um computador, com uma tela grande, teclado e mouse. Hoje, essa realidade mudou e, como foi falado, o mobile já superou o desktop. Por isso, é necessário que o consumidor tenha uma boa experiência quando busca algo a partir de um smartphone ou tablet.

Essa experiência do usuário deve satisfazê-lo, facilitando o uso daquele site ou ferramenta. Como já dissemos aqui, um bom UX pode criar um sentimento no usuário, fazendo com que ele perceba aquilo como uma experiência inesquecível.

Para o mobile, é preciso entender todo o contexto em que aquela marca está inserida e, assim, utilizar de tecnologias como geolocalização, bluetooth e câmera para criar boas experiências e atrair consumidores. É necessário, também, entender os objetivos e os resultados que os usuários procuram ao acessar aquele site ou App.

Os estágios de consideração do usuário

Ao criar um anúncio, é muito importante perceber em qual estágio de consideração se encontra o público para que, assim, a marca possa utilizar ferramentas e conteúdos para cada um deles.

SEE

No estágio SEE (ver) estão as pessoas que procuram outras coisas no mobile e acabam visualizando sua marca. É o momento de focar na marca, em branding.

THINK

Enquanto isso, o estágio THINK (pensar) abrange usuários que já estão imersos num processo de compra e, por isso, o foco aqui é fazer com que sua marca seja considerada entre as opções.

DO

No estágio DO (fazer), o consumidor está disposto a gastar e, por isso, é preciso buscar formas de satisfazer sua necessidade para fechar a transação.

CARE

Se você conseguir fechar a venda e superar as expectativas de seu cliente, é possível que ele chegue ao estágio CARE (gostar), que é aquele em que seu cliente retorna ao site da sua marca ao fazer outra compra.

Após entender cada um dos estágios e em qual deles o público se encontra, uma marca precisa planejar sua comunicação e de que forma fará isto.

Imagem do Goole

Imagem: Google/Divulgação

Atribuindo valor

O caminho para realizar compras mudou. Agora, esta jornada é fragmentada em vários momentos, em que os usuários possuem diferentes estágios de consideração. Por isso, ao mensurar resultados no mobile, considerar apenas o último clique não é suficiente.
Apesar disso, mensuração no mobile pode ser simples, ao utilizar o Google Analytics. A ferramenta permite que você consulte quantos acessos móveis você já tem, o que pode te auxiliar na hora das decisões sobre estratégias para o mobile.
As pessoas não visitam sites apenas para comprar. Muitas utilizam o mobile para fazer comparações de preços, pesquisar produtos ou procurar um conteúdo. Isto é chamado de “micro-conversões”, que incluem geração de leads, ligações para a empresa, visitas à loja e download de Apps.
Para explicar a importância dessas “micro-conversões”, o Google usou a metáfora do futebol, na qual o jogador que faz o gol é o último clique. Apesar de ser ele quem marca o gol, os jogadores que participaram da jogada também são importantes. Por isso, não faz sentido valorizar apenas o jogador que fez o gol ou, na metáfora, o último clique.

Imagem do Google

Imagem: Google/Divulgação

Se você gostou do tema e quer ver mais sobre o que aconteceu no Mobile Day, o Google disponibilizou o filme no YouTube e um resumo sobre os principais temas tratados nele.

Confira:

https://youtu.be/CK_j5Qbuq5k

Há 8 anos, a agência que entrega.

Se liga neste conteúdo também: